25 junho 2007

The other side...


São rostos cabisbaixos os que vejo…
Muitos alternam entre a idade e a senilidade…
Falo com todos e até com ninguém…
Mergulho nas vidas quase do além…
Entre desabafos e lamúrias….
Entre sonhos desfeitos e a infelicidade…
O choro, a dor, a indiferença comum…
Respira-se a morte entre gritos suprimidos…
A morte de um pedaço de cada um….
A cada passo de tristeza...
Cambaleiam sem pressa, sem medo…
Onde não há futuro…
Mas talvez um AMANHÃ….

08 junho 2007

"Mensagem...."




Há momentos que são como os livros aguardamos o último capítulo, a última página, o último ponto final... e sorrimos por essa extraordinária vivência... Esse MOMENTO...
Pena ter recebido muito tempo depois do 'fim'...
Mas agora o que importa é que ele veio...
Para completar o momento... tinha que estar ao pé dum 'ídolo'... ainda que na figura da sua estátua...
É ele mesmo... Fernando Pessoa...

"(...) O que é o presente?
É uma coisa relativa ao passado e ao futuro.
É uma coisa que existe em virtude de outras coisas existirem (...)"

Excerto da poesia "VIVE"
Heterónimo Alberto Caeiro
Poemas Inconjuntos
(1913-1915)




Aguardo a vida que vem por aí...
Sou paciente e persistente o suficiente para... agarrá-la nos meus braços...
E não deixar fugir um único pedacinho...
Captando todas as mensagens que a vida me oferece...

Dos personas...



“As veces el viaje mas largo es la distancia entre dos personas...”

Olho pela cortina a claridade do tempo quente que se esconde lá fora…
A temperatura tem aumentado dia após dia… assim como as saudades que tenho de ti…
Hoje vou ver-te e sei que basta saber que isso vai acontecer para te sentir a cada quilómetro que percorres….
Todos os meus poros já sentem a tua chegada…
Não é um momento isolado duma pessoa que determina o que ela é…
É o que tens sido…
Quais as cores da paixão quando elas não se manifestam?
Quais as cores da paixão quando elas se manifestam?
Perco-me nas dúvidas que não têm cor mas que ganham contornos em ti…

03 maio 2007

Adeus...

Quantos passos dei para chegar a ti?
Quantas vidas preenchi?
Quantos mistérios conheci?
Apenas sei que sobrevivi.
Caiava os meus sonhos contigo porque os preenchias na perfeição.
A sede que tinha da tua pele, do teu cheiro, da tua presença era o que me fazia viver.
Partiste.
Com o dom de quem morre, mas não se esquece.
A tua vivência a meu lado era extraordinária.
Construí arquétipos para te eternizar, mas não chegaram para delinear quem tu foste para mim.
A tua imagem apenas estava gravada e lacrada em mim.
Fui apenas eu que te vi crescer?
Terei sido eu a única a olhar a tua alma a dançar com a minha?
Os teus passos trôpegos, os movimentos que não cumprias…
Balançavas o teu corpo sobre o meu.
Mal ou bem dançávamos a mesma música.
Sentíamos o mesmo ritmo…
Vibrávamos em silêncio no entusiasmo do barulho aterrador que aquelas colunas soltavam…
Lembro-me de tudo.
Porque fomos tudo.
Agora que morreste…
Sinto a tua falta…


This photo doesn't translate what you mean to me... Thank U all!!

11 abril 2007

Posso subir à medida das minhas forças?

Olhava sempre à sua volta…
Resguardava a sua área…
Vigiava o som das ondas…
Afastava os inimigos para longe…
Era um farol imponente…
E era lá que me protegia do mundo.
As suas paredes fortes eram as minhas muralhas…
Não permitiam a entrada de água…
Será que aquele lugar iria existir para sempre para mim?
Queria acreditar que sim.
Queria acreditar que a luz de presença que iluminava e acenava aos náufragos, era um reflexo da minha luz interior…
A pouco e pouco sentia-me um pirilampo…
Terno… minúsculo… altruísta…
Em que o pouco que representava era o suficiente para oferecer um sorriso e levantar interesse. Há muitos desconhecidos que não encontram uma vaga luz…
Há muitos desconhecidos que fogem da sua própria luz, mas ela estará sempre neles presente, auxiliando mentes pouco esclarecidas…
Os desconhecidos que encontro…
Fazem-me aprender na sua singularidade…
A milhas da costa ou justamente na sua proximidade, que essa luz que trespassa o mau tempo e orienta os desnorteados…
Esteja sempre visível na cegueira dos iluminados.
Construa-se a minha casa, o meu viver…
Nos passos que tenho que dar…
Nos degraus que tenho que subir…
Na vontade de chegar mais perto do limite…
Dure o tempo que durar….
Custe o que tiver que custar…

04 abril 2007

Mais além...

Qual a cor da sombra das palavras que se dizem, que nunca foram ditas e jamais serão?
Lágrimas…
Juras…
Erros…
Medo…
Coragem…
Existe sempre alguém no meu mundo do nada...


“Are

you

alive

or

just

breathing?”


31 março 2007

Envolvência das Nuvens...

Deixei-me ir como o vento… com o vento.
Sempre com uma direcção pronta a mudar… com o tempo.
Ele soprava nas minhas costas como se me abraçasse e acompanhasse no meu caminho.
À medida que o tempo ia passando, esse vento começou a soprar forte demais… e senti-me presa a ele, capaz de ir com ele para qualquer lado.
Chegou a tempestade e a minha fraqueza impediu-me de estar a seu lado.
Não conseguia alcançá-lo na sua marcha demasiado forte.
Fui ficando para trás e a chuva tomava conta de mim.
Já não tinha o vento a empurrar-me para a vida.
Queria acreditar que era chuva de Inverno.
Vinda em altura imprópria, que o tempo andava trocado, como vulgarmente se costuma dizer…
Restavam os meus sonhos, viver no meu mundo de sonhos…
É possível perder o rumo e retomá-lo.
Começar de novo.
Hoje perco-me num céu azul coberto de raios de sol… e envolvo-me num manto de nuvens aconchegantes, macias, ternas… Sem vento… Sem mau tempo… com formas inesquecíveis…
Brinco, salto como se fossem um trampolim transcendente de mistérios, segredos e diversão…
Encontrei a beleza a cada sorriso que dou.
Houve muitos raios em sinal de recaída.
Houve trovoada estridente e persistente.
A chuva e o arco-íris misturaram-se muitas vezes.
Perdi o chão até…
Hoje sinto a brisa que corre e se esbarra no meu rosto.
Sinto alguns fios de cabelo a esvoaçar…
E mantenho-me no meu lugar.

26 março 2007

Empty place...

Há dias que te queria contar o meu modo de viver.
Encontrar as palavras que justificam cada gesto, cada olhar e cada tentativa de respiração…
Na esperança de viver mais um segundo intensamente….
Foge-me essa pretensão porque não te conheço… Vejo apenas um rosto.
Distante, triste, caótico e pobre.
É assim que se descreve a outra face de alguém que deixa de existir.
Mas que não morre.
“Se só eu senti então compreendi o que me causa toda esta dor” (in OSMOSIS)
Mas do mesmo jeito sei que preciso experimentar todos os sabores para me conseguir libertar deles…
Foi estranho partir de viagem sem grandes objectivos…
E sem aquele apego a nada nem a ninguém, que fica ou vou encontrar…
Aprendi a conviver com o vazio.

17 março 2007

Porque vale a pena 'living on MY own'...



"Sometimes I feel Im gonna break down and cry (so lonely)
Nowhere to go nothing to do with my time
I get lonely so lonely living on my own

Sometimes I feel Im always walking too fast
And everything is coming down on me down on me
I go crazy oh so crazy living on my own

Dee do de de dee do de de
I dont have no time for no monkey business
Dee do de de dee do de de
I get so lonely lonely lonely lonely yeah
Got to be some good times ahead

Sometimes I feel nobody gives me no warning
Find my head is always up in the clouds in a dreamworld
Its not easy living on my own"

Freddie Mercury - Queen

12 março 2007

Silêncio de emoções


Foi silêncio o que ecoou em mim, naquele momento.
Nem queria acreditar no que me estava a acontecer.
Apenas o que estava a sentir importava....
Era real, surreal e invadia-me a alma e o corpo.
Estava sentada.
E ainda bem... Não sei se conseguiria manter-me de pé depois de tão terrível sensação de fraqueza...
Todos me enxergaram... senti que cada poro da minha pele estava a ser observado ao pormenor... se é que isso é possível...
A minha respiração estava cada vez mais desajeitada e suspensa.
Apenas mantinha um sorriso de doçura ardente.
Em quem ou quê deveria fixar o meu olhar?
Optei por um olhar no vazio...
Esvaziando a cólera da tensão que estava a sentir... com tantos olhares que eram tudo menos discretos.
Mesmo assim superava a fase de aceitação... com a dignidade de um coração aberto à incerteza... e ao desconhecido.
Agradecia aquele momento de pavor inicial, que ultrapassei sem dificuldade... por envergar a camisola da calma, da serenidade e da paz...
E agradecia, porque de facto aconteceu...
Ao som da música apaixonei-me de verdade.
Ninguém reparou... Apenas eu no meu silêncio agudo enevoado de gritos descentralizados que vagueavam a minha alma.
Tudo começou assim e deu em nada.
Fico feliz por ter acontecido.
Sigo em frente buscando esta sensação revestida doutras cores e sabores.
Há que acreditar.
E eu acredito.

Todos os dias.

05 março 2007

The other side...


Afastei-a do rosto...
Já a tinha usado vezes demasiadas.
Estava gasta.
Escondia atrás dela os meus sentimentos mais puros...
Não queria ser transparente.
Preferia ser fria e cruel, para não causar nenhuma ligação mais próxima.
Já tinha sofrido muito por ter tirado a máscara cedo demais...
Insensível, dura...
Chamaram-me muitas vezes, mas essa era a máscara que me cobria as emoções mais fortes e já não a uso mais.
Se quero chorar, choro...
Se quero sorrir, sorrio...
Se quero aproximar-me, aproximo-me...
Se quero amar, amo...
Se quero tocar, toco...
Deixei-me de convenções e apoteoses gritantes.
Precisava que vissem como sou... EU...
Não mais vou querer aquela máscara.
Vai directa para o fundo do baú mais escuro e mais distante da minha memória...
Quero esquecer-me que a usei...
Que amei...
Que sofri...
Que me conheci como não sou.
Sábia do tempo... Escrevi na minha alma cada momento que respirei neste caótico limite.
Sem querer vacilar nas memórias... socorro-me de imagens que guardei e anexei a testemunhos de vida...
Acho que apenas soube amar o desconhecido por me fazer sonhar...
Não errei. Vivi...
O que resta desse amor, não sei...
Talvez inclua de novo alguma paixão e obedeça firmemente às palavras que não quis ouvir, aos desejos que não quis sentir...
Ao inferno do Amor... mesmo que delire e cause dor...
Não creio que me afaste de mim.
Não creio em mudança nesse campo...
A máscara já está longe da vista...
E inutilizar-se-á com o tempo...
Eu continuarei aqui cada vez mais radiante por ter direito à magia duma vida digna, coerente e sincera.

04 março 2007

03 março 2007

'E troco a minha vida por um dia de ilusão...'

SILÊNCIO E TANTA GENTE

"Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra, é um grito
Que nasce em qualquer lugar

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou

Às vezes sou o tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar
Às vezes sou também um sim alegre ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra ou é um grito
De um amor por acontecer

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra, e este grito
São a história daquilo que eu sou

Às vezes sou o tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar
Às vezes sou também um sim alegre ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Às vezes sou o tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar
Às vezes sou também um sim alegre ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão"

MARIA GUINOT - Eurovisão 1984

24 fevereiro 2007

Frases Soltas...

“Se os meus inimigos pararem de dizer mentiras a meu respeito, eu paro de dizer verdades sobre eles.”

Anita Labella

“Se não te puderes destacar pelo talento, vence pelo esforço.”

Dave Weinbaum

“Quem 60 ao teu lado e 70 por ti, vai certamente rezar 1/3 para arranjar ½ de te levar para ¼ e dizer: 20 comer...” =)

“A sua vida não é uma coincidência.
A sua vida é a consequência de você mesmo.”

“As pessoas vivem de dia.
As estrelas saem à noite.”

“Se o amor é cego, o negócio é apalpar.”

“O amor é como a relva. Você planta e ela cresce. Aí vem uma vaca e acaba com tudo!”

“Sabias que quando sonhas com a pessoa que gostas, essa pessoa dormiu a pensar em ti?
Quando te escapa o nome de uma pessoa, ela está a pensar em ti?
Quando olhas nos olhos quer-te mais do que pensas?
Quando olha muito não pode viver sem ti?
Se se despede apressadamente é porque não te quer deixar ir?”

Autores desconhecidos

23 fevereiro 2007

Escolhe um caminho... e vive a tua felicidade...


Vitória, Esperança, Glória e Felicidade eram quatro amigas íntimas.
A cada dia que passava partilhavam respectivamente vitórias, esperanças, glórias e momentos de felicidade....
Eram tão unidas que não viviam umas sem as outras e se alguma se sentia em baixo as outras tratavam logo de restabelecer-lhe o equilíbrio.
Um dia Vitória e Glória que eram as mais destemidas e extrovertidas do grupo tentaram a sua sorte mas esta saiu-lhes furada...
Boicotaram-lhe todo o seu trabalho, as suas ideias e também os seus sonhos...
Esperança e Felicidade ao saberem de tal infortúnio foram ter com elas com a rapidez de um cometa...
Elas eram mais calmas, passavam despercebidas, mas sabiam encontrar a maneira de proporcionar alegria, mesmo quando tudo desaparece...
Quando tudo foge das mãos...
E a sorte vira as costas...
Juntas plantaram felicidade e esperança e dia-após-dia viram crescer optimismo e segurança...
E tudo aconteceu com o devido tempo...
E... Sem cronometragem... sem contagem... e, sem querer...
Vitória encontrou Prazer...
Glória encontrou Paixão...
Felicidade encontrou Momento...
E Esperança encontrou o Amor...
Dizem que os opostos se atraem... e há sempre uma marca feminina sensível que aproxima estes dois pólos tão distantes...
Todos estavam de acordo que iriam ser felizes para sempre... pois...
Não há maior Prazer que a Vitória...
Não há Paixão sem Glória...
Não há Momento sem Felicidade...
E não há Amor sem Esperança...
Os laços de amizade entre todos aumentou...
Quando são fortes ultrapassam tudo...
Perdoam tudo... porque há sempre maneira de contornar as adversidades...
Virtudes, sentimentos, entraves serão sempre personificados em nós... que vivemos para aprender todos os dias mais um grão de areia na imensidão desse deserto que se chama Universo...

Que o mar devolva a paz a Esmoriz...


Hora

"Sinto que hoje novamente embarco
Para as grandes aventuras,
Passam no ar palavras obscuras
E o meu desejo canta --- por isso marco
Nos meus sentidos a imagem desta hora.

Sonoro e profundo
Aquele mundo
Que eu sonhara e perdera
Espera
O peso dos meus gestos.

E dormem mil gestos nos meus dedos.

Desligadas dos círculos funestos
Das mentiras alheias,
Finalmente solitárias,
As minhas mãos estão cheias
De expectativa e de segredos
Como os negros arvoredos
Que baloiçam na noite murmurando.

Ao longe por mim oiço chamando
A voz das coisas que eu sei amar.
E de novo caminho para o mar."

By Sophia de Mello Breyner Andresen

10 fevereiro 2007

Just for you: Connected Soul...


Podia criar um dicionário de palavras que te descrevessem...
Mas seria uma edição incompleta.
O amor da amizade é vasto demais para poder contabilizar apenas um conjunto de adjectivos....
Choro cada palavra que escrevo... não de tristeza... mas de SAUDADE...
Inspiro, expiro calmamente...
Soluço nas recordações que te fazem única...
Recordo as soluções que encontramos juntas...
Se há um ombro, um colo amigo... delicioso... é o teu.
Foi lá que enxuguei lágrimas, foi lá que encontrei conforto nos momentos menos bons....
Mas é na tua presença, no teu sorriso, no teu brilho tão genuíno que tenho a certeza que vamos passar bons momentos...
Podes partir hoje... amanhã...
Mas sei que estarás sempre comigo, assim como eu estarei sempre contigo no pensamento... no coração...
Parte...
Voa...
Alcança o teu mundo...
Os teus sonhos...
A tua vida...
Os teus amores...
As tuas paixões...
E que a felicidade te acompanhe... todos os dias...
Adoro-te...
Conta sempre com esta Amizade...
Vais deixar sempre Saudade...
Obrigada por existires no meu mundo...

Eu vou estar sempre aqui.

09 fevereiro 2007

You save my day... Thank'U

Ela misturava sentimentos ambíguos...
E perdia-se em pensamentos distorcidos...

Apanhei-me a viajar no teu olhar...
No teu sorriso...
Na doçura da tua voz...
Notei que ficaste desconcentrado e que sorriste enquanto fazias uma pausa para te recompores... e ordenares ideias...
Há dias mágicos... aquele foi um deles.
Depois de estar contigo lembro-me que tropecei numa dessas escadas e caí...
Levantei-me de imediato com a vergonha natural de alguém avistar o meu infortúnio...
Doía, sangrava da queda mas também eu estava com um sorriso nos lábios muito puro... muito meu...
Quem é que cai, se magoa e ainda sorri?
É o efeito pós dosagem qb (ou não) do medicamento ‘paixão’...
Ora, a ‘teoria’ está para a ‘prática’ assim como o ‘platónico’ está para ‘x’...
Esta regra de três simples dos sentimentos não dá para encontrar resultados com a mesma exactidão da matemática... É pena!

“A vida é feita de Caminhos
Caminhos que levam...
Caminhos que trazem sonhos, alegrias, tristezas, amores, esperanças...”

“Dá valor a cada momento que vivas e esse tesouro terá mais valor se o partilhares com alguém muito especial, especial o suficiente para lhe dedicares o teu tempo...
Lembra-te que o tempo não espera por ninguém...”

“O Ontem é um cheque usado.
O Amanhã é uma nota promissória.
O Hoje é o único dinheiro que tem.
Gaste-o com sabedoria....!!!” (by KayLyon)



Bem... hoje por mais que tente vou andar com aquele sorriso parvo!

03 fevereiro 2007

Enough

Olhei, estava vazio. Resolvi entrar.
A madeira que ornamentava aquele lugar dava-lhe um ar acolhedor.
Ao fundo uma lareira aquecia o frio que o inverno trouxe.
As luzes que ali habitavam eram foscas, ténues deixando transparecer a idade daquele lugar.
Alojei-me mesmo ao lado da lareira, precisava aquecer-me.
A lenha ardia em labaredas voluptuosas. Dali a nada teria que ser reposta para a chama não voltar a apagar.
O barman veio ao meu encontro registar o pedido. Pedi um chá de menta. Dizem que faz bem ao coração. Talvez ele também precisasse de calor...
Abri o saco e tirei o livro que tinha comprado e aquele era o ambiente ideal para deixar-me viajar pelo mundo, sem sair do sítio através de um livro.
Passaram-se três horas... o chá arrefecera, anoitecera e aquele espaço estava amontoado de gente...
A leitura tinha-a envolvido como um edredon à noite quando nos aconchega os sonhos que vêm e vão.
Penetrara fragmentos cruzados de histórias de vida. E assim matava o tempo ouvindo pelo o olhar muitas vozes carimbadas nas folhas dum livro.
Espantava a solidão mesmo rodeada de tantos desconhecidos.
Entre grunhidos, gargalhadas e a música ambiente apenas escutava as palavras de um livro.
Curiosamente era um nome masculino e falava comigo, mesmo que em monólogo.
Soa interessante a ideia de um estranho falar-te ao coração, inserir-te no seu mundo com a vantagem de ficar sempre disponível para ti e a teu lado!
Interiorizei todos aqueles pensamentos soltos...
E só não desatei a rir, porque parecia mal. Já bastava os esboços de sorrisos inevitáveis ao passo que avançava no livro.
Não queria que me interpretassem como louca, ou ridicularizassem a idiota.
Senti-me óptima. Como já não me sentia há imenso tempo.
Entretanto, aquela tarde de sábado terminara... e a noite já tinha caído sem querer...
Fui embora. Mais tarde a companhia seria a mesma... estava certa que ia passar tempo de qualidade. E sobretudo sentir-me bem.
Que mais podia pedir?

01 fevereiro 2007

E as nuvens vão embora?

E avanço, recuo.
Paro no tempo...
Arranco uma página do calendário e escrevo outra.
As intenções são boas.
Mas vem o vento, e a página voa... Desaparece.
Já não me sinto capaz de escrever uma única palavra.
Perdi os últimos pensamentos lúcidos que me restavam.
Nunca vou conseguir reescrever aquela página.
Eis que tento...
Eis que desisto, aquele dia ficou perdido no vento.
Podia oferecer uma boa soma para quem encontrasse aquelas palavras e mas restituísse...
Mas se ordenou o destino que elas se perdessem...
Deixá-las vaguear sem rumo é o melhor caminho...
Há palavras assim. Soltam-se sem cabimento e tomam a liberdade que lhes é tão natural.
Entre o silêncio e a palavra, entre a escuridão da noite e o dia, entre o vento que sopra e a neve que congela, entre as páginas que arranco e as que deixo ficar, entre o amor e a dor, entre o mundo que escolho e o vazio que encontro, entre a vida e a morte, entre o bem e o mal, entre a solidão e a companhia, entre tu e eu...
Escolho... escrever página a página e sem rascunho... o que a vida me reservou, porque tudo o que acontece tem que ser sempre bem-vindo e de braços abertos!