Vou vestir-me de morte.
E morrer junto das memórias trémulas de tantos dias cinzentos.
Acho que passei os dias mais frios e gélidos da minha vida.
Eu e o tempo… caminhamos juntos…
Estivemos juntos demais…
Até hoje, não sei quem desaparece primeiro, se ele… se eu…?!
Ele passa por mim todos os dias… às vezes nem como garantido o tenho.
O caminho, percorro…
No luto, morro…
São finais de mim.
Acabou o Entrudo…
Restam as cinzas da folia…
Mas só agora descobri a minha fantasia…
Vou disfarçar-me de morte…
Quero que me olhem e sintam as profundezas gélidas de um corpo sem vida…
Quero que morram comigo num olhar que já nada avista.
Quero que se esqueçam do meu sorriso, pois ele deixou de existir.
Dizem que “a vida é o intervalo da morte”…
Ou “que a vida são as férias da morte”…
Mas na realidade…
Quantas partes de nós morrem em nós, antes de morrermos?
Vou mascarar-me de vez de morte.
Na sombria e derradeira estadia.
Existimos desassossegados, introspectivos…
(às vezes nem isso…)
Amalgamados… pouco interventivos…
Intrinsecamente defensivos.
A autocensura da liberdade é arguta.
A pura petulância de creditá-la, tantas vezes tolerante…
Já não imagino vida fora das amarras…
Adversas, mas tão consonantes e constantes.
Criaram-se raízes fundas,
Tão profundamente superficiais…
Qual conflito de emoções?
Qual tornado de ilusões?
Quantas mais decepções?
Vivemos num mundo de meras intenções…
Quero estar junto de mim em silêncio,
Para libertar-me dos danos instalados…
Das deficiências que só uma vida vivida pode ter.
Quero esquecer-me do retiro do medo…
Quero a debandada satisfeita…
… o refúgio expedito…
… a utopia…
… o mito.
Além do real, quero o sabor preciso da surrealidade conivente dos sonhos….
E num último sopro majestoso…
Caiar-me de expressões introspectivas como nas derradeiras cenas de um personagem na tela do cinema…
Se em verdade somos actores sociais,
que caia o pano…
que o público se manifeste…
O pesaroso silêncio,
A passiva revolta interna,
Sem rostos…
… gerará consenso.
E morrer junto das memórias trémulas de tantos dias cinzentos.
Acho que passei os dias mais frios e gélidos da minha vida.
Eu e o tempo… caminhamos juntos…
Estivemos juntos demais…
Até hoje, não sei quem desaparece primeiro, se ele… se eu…?!
Ele passa por mim todos os dias… às vezes nem como garantido o tenho.
O caminho, percorro…
No luto, morro…
São finais de mim.
Acabou o Entrudo…
Restam as cinzas da folia…
Mas só agora descobri a minha fantasia…
Vou disfarçar-me de morte…
Quero que me olhem e sintam as profundezas gélidas de um corpo sem vida…
Quero que morram comigo num olhar que já nada avista.
Quero que se esqueçam do meu sorriso, pois ele deixou de existir.
Dizem que “a vida é o intervalo da morte”…
Ou “que a vida são as férias da morte”…
Mas na realidade…
Quantas partes de nós morrem em nós, antes de morrermos?
Vou mascarar-me de vez de morte.
Na sombria e derradeira estadia.
Existimos desassossegados, introspectivos…
(às vezes nem isso…)
Amalgamados… pouco interventivos…
Intrinsecamente defensivos.
A autocensura da liberdade é arguta.
A pura petulância de creditá-la, tantas vezes tolerante…
Já não imagino vida fora das amarras…
Adversas, mas tão consonantes e constantes.
Criaram-se raízes fundas,
Tão profundamente superficiais…
Qual conflito de emoções?
Qual tornado de ilusões?
Quantas mais decepções?
Vivemos num mundo de meras intenções…
Quero estar junto de mim em silêncio,
Para libertar-me dos danos instalados…
Das deficiências que só uma vida vivida pode ter.
Quero esquecer-me do retiro do medo…
Quero a debandada satisfeita…
… o refúgio expedito…
… a utopia…
… o mito.
Além do real, quero o sabor preciso da surrealidade conivente dos sonhos….
E num último sopro majestoso…
Caiar-me de expressões introspectivas como nas derradeiras cenas de um personagem na tela do cinema…
Se em verdade somos actores sociais,
que caia o pano…
que o público se manifeste…
O pesaroso silêncio,
A passiva revolta interna,
Sem rostos…
… gerará consenso.





